Informação sobre psoríase, causas, sintomas e tratamento da psoríase, com diagnóstico do grau de gravidade de cada situação e dando dicas para que quem sofre com psoríase, doença crônica infecciosa, possa melhorar a sua qualidade de vida.


Tratamento e cura da psoríase

Não existe cura para psoríase. A estratégia do tratamento é minimizar a severidade da lesão melhorando a qualidade de vida do paciente. Há um grande leque de tratamentos para a psoríase, sendo fundamental primeiramente o diagnóstico diferencial de forma a afastar a possibilidade de outras patologias.
As diferentes opções de tratamento para psoríase variam quanto a modalidade, mecanismo de ação, toxicidade e eficácia.
A escolha da terapia mais adequada é influenciada pela severidade e localização da doença; eficácia, tempo de uso e efeitos colaterais do medicamento; acessibilidade ao tratamento além da preferência do paciente e sua qualidade de vida.
Contudo, atualmente é consenso entre dermatologistas em psoríase que o melhor resultado tem-se ao combinar tratamentos e fazer um rodízio de tipos de tratamentos em cada nova crise.
Quanto ao mecanismo de ação, as terapias para psoríase são formuladas para atuarem em diferentes pontos específicos de sua patogênese:
  • Supressão da ativação das células T;
  • Bloqueio da estimulação dos receptores de células T ou da co-estimulação;
  • Modulação da proliferação de células T;
  • Controle da migração e adesão de células T;
  • Alteração do balanço de citocinas e neutralização do efeito daquelas circulantes.
A primeira linha de terapia inclui aplicação de agentes terapêuticos tópicos que afetam a proliferação e produção de mediadores inflamatórios envolvidos na patogênese da inflamação na pele. É fundamental também usar diariamente hidratantes ou substâncias que ajudem a manter a pele hidratada e com menos escamas.
Embora o tratamento tópico seja eficiente para muitos pacientes, aproximadamente 20% necessitam de medicamentos sistêmicos adicionais que apresentam potencial para sérios efeitos colaterais como hepato e nefrotoxicidade, teratogenicidade e câncer de pele, o que limita seu uso por longos períodos. Outro problema na administração sistêmica no caso dos corticosteróides é a possibilidade de exacerbar as lesões na pele após o desuso da medicação, por isso esse tipo de terapia é, quando possível, desaconselhada.
Em geral, para casos mais suaves, existem terapias com corticosteróides tópicos, análogos de vitamina D3, retinóides, ácido salicílico, antralina, tazarotene. Já para a doença moderada a severa usa-se foto/quimioterapia, e tratamentos sistêmicos com imunossupressores e biológicos.
Tradicionalmente, a severidade da psoríase é mensurada usando vários score para os sintomas. O sistema de pontuação (score) mais usado na psoríase é o Índice de Área e Severidade da Psoríase (PASI - Psoriasis Area and Severity Index), no qual o corpo é dividido em 4 regiões: cabeça e pescoço, tronco, extremidades superiores e inferiores.
Componentes individuais desse sistema de score, especialmente eritema, infiltração e descamação são usados para os cálculos da pontuação dos sintomas.
Um método comum de avaliação da eficácia das diferentes modalidades de tratamento na psoríase é biopsiar a pele antes, durante e após a terapia. Marcadores de proliferação, diferenciação, inflamação e ativação de células imunes também são usados freqüentemente. Entretanto, é prudente incluir também a percepção do paciente quanto à eficácia da terapia em uso. Visando isso, uma nova forma de mensurar a eficácia da terapia tem sido obtida através da aplicação de medidas da qualidade de vida do paciente (QOL – Quality of Life), as quais são quase sempre avaliadas através de questionários de relato próprio, o que facilita para o paciente.
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